CÔNEGO JOÃO DOMINONI

            CÔNEGO JOÃO DOMINONI, com o falecimento repentino do Pe. Chylinski em 14 de março de 1931, assume a partir do ano de 1932, a futura paróquia de Cocal do Sul – SC,  com as seguintes capelas de:
  1. SÃO ROQUE na Vila de Morro da Fumaça;
  2. NOSSA SENHORA DO CARMO de Linha Torrens;
  3. NOSSA SENHORA DO CARAVÁGGIO de Rio Comprudente;
  4. SANTA CATARINA de Estação Cocal;
  5. SÃO CASEMIRO de Linha Batista;
  6. SÃO JOÃO de Urussanga Baixa;
  7. NOSSA SENHORA DA GLORIA de Rio Galo.  

Cônego João Dominoni. Nasceu em Florianópolis - SC em  05/02/1903. Filho de Clemente Dominoni e Angélica Fanzier. Faleceu no dia 29/01/1974.A locomoção dos Padres FRANCISCO CHYLINSKI e CÔNEGO JOÃO DOMINONI era a cavalo, com bons cavalos. Vinham pela Linha Torrens até chegar na Vila de Morro da Fumaça, depois melhorou, vinham de aranha.





Padre Francisco Boleslau Chylinski

Padre Francisco Boleslau Chylinski, nasceu na Polônia em 14 de setembro de 1864, e Faleceu repentinamente em 14 de março de 1931, sábado.
Desde o século XVIII a Polônia foi um território mártir, disputado, anulado, dividido, fragmentando entre a Prússia e a Rússia. Quando em final do século XIX o Império brasileiro favoreceu de todos os modos a imigração, muitos poloneses nela viram uma ocasião de redenção humana e social, pois, sendo lavradores sem terra, eram submetidos a trabalho servil.
A partir de 1876 chegam a Santa Catarina, instalando-se em colônias no Rio Negro, Nova Trento, Mafra, Itaiópolis, São Bento, Massaranduba e no Sul (Criciúma, Cocal, Linha Batista), a partir de 1890.
Graças ao trabalho da Igreja católica (ser polonês era ser católico) esses pobres imigrantes puderam manter seus valores familiares, culturais. Os Padres da Missão (Vicentinos), Salesianos e diocesanos, todos vindos da Polônia, deram-lhes atendimento humano e espiritual.
Entre 1848 e 1918 a província polonesa de Posnanska, berço da nação polaca, foi anexada à Prússia com o nome de Posen. A Prússia protestante dominava uma Província 90% católica e procurava protestantizá-la. Berlim instituiu até uma Comissão de Liquidação, para comprar terrenos dos poloneses e torná-los acessíveis aos alemães.
É essa a razão pela qual em 1895 o Pe. Francisco Boleslau Chylinski chega ao Brasil como de nacionalidade “prussiana”. Foi ele o grande missionário dos poloneses do sul catarinense, notadamente de Cocal. A fluência nas línguas alemã, polonesa e italiana favoreceu o apostolado no mosaico de colônias catarinenses.

Vocação missionária

Francisco Boleslau Chylinski nasceu na Polônia em 14 de setembro de 1864 e foi ordenado presbítero em Cracóvia em 01 de julho de 1888, recebendo o nome de Frei Boleslau. Pertencia à “Ordem de São Paulo Primeiro Eremita” ou “Eremitas de São Paulo”, comunidade do século XIII que, no início do terceiro milênio, ainda permanece viva e conhecida, pois é responsável pelo Santuário de Jasna Gora de Czestochowa, berço do catolicismo e da nação polonesa. Chegou ao Brasil em 1895.
Em quatro de setembro de 1894 recebe o Indulto de Secularização temporária.pela Sagrada Congregação para a Disciplina Regular, e o Perpétuo em 21 de janeiro de 1896.
Em dois de abril de 1895 recebeu o Uso de Ordens na Diocese de Curitiba, seguido da nomeação para Vigário paroquial de Nossa Senhora da Piedade em Tubarão-SC, com residência em São Ludgero. Seguindo a lei, em 1º de julho de 1896 presta o Juramento de Compatriação e de permanência no Bispado de Curitiba. Em 1º de julho de 1896 é incardinado na diocese de Curitiba - PR. Entre 1896-1897 é vigário encarregado de São João Batista em Imaruí-SC, e, de 1898 a 1910, foi pároco de Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá - SC.

Padre a serviço de poloneses, alemães e italianos

Os colonos poloneses necessitam de um padre e assim em 1º de junho de 1910 é nomeado pároco de Araranguá e cura do Curato da Natividade de Nossa Senhora, na Colônia de Acioli de Vasconcelos atual Cocal do Sul - SC. Finalmente, de 1912 a 1931 é o cura e pároco da Colônia de Acioli de Vasconcelos, Hoje Município de Cocal do Sul. A colonização de Cocal do Sul está ligada à chegada dos primeiros colonos poloneses a outros lugares do Sul Catarinense.
Seu raio de ação é imenso, pois se desdobra entre as colônias polacas, alemãs e italianas, tenta apaziguar conflitos de nacionalidades e de devoções. Pe. Chylinski, um contemplativo mergulhado na ação, sabe esquecer as dores por sua Pátria dominada pela Prússia, a todos atendendo com o mesmo afeto pastoral. Granjeou a confiança dos padres alemães e italianos, pois o eixo da unidade era a fé e não a nacionalidade.
Em oito de janeiro de 1930, reconhecendo o conhecimento que o Pe. Chylinski tem do sul do Estado e sua competência em cartografia, Dom Joaquim lhe pede que faça um mapa da região com os limites das possíveis paróquias de Pedras Grandes (?) (Praia Grande - SC), Turvo e Retiro da União (Sombrio, paróquia 31 de abril de 1938), Passo do Sertão (São João do Sul, paróquia em 17 de janeiro de 1953), etc, e de Orleans, que não tinha instituição canônica. O mapa, muito exato, está guardado no Arquivo da Arquidiocese de Florianópolis. Em 14 de março de 1930 Dom Joaquim lhe agradece o trabalho e mais, pede um mapa com os limites da possível paróquia de Cocal do Sul - SC.
(...)
........No decurso do governo pastoral de Dom João Becker e Dom Joaquom Domingues de Oliveira foram investidos das funções de párocos de Araranguá: de 1907 a 1910 o Padre Miguel Pizzio; de 1910 a 1911 o Padre Francisco Chylinski. – fonte: http://www.clicengenharia.com.br/praiagrande/pessoas/padres.htm  -  disponével em 20/03/2010 - 17:26hs
A saúde do incansável missionário dá sinais de esgotamento. Em 27 de fevereiro de 1931 Pe. Luiz Gilli comunica a Frei Evaristo, Vigário Geral, que Pe. Chylinski teve um infarto e ficou 12 dias sem poder celebrar. Nesta data celebra, mas lhe é recomendado repouso absoluto.
Pe. Chylinski faleceu repentinamente em 14 de março de 1931, sábado, aos 67 anos. Naquele domingo, dia 15, receberia a dignidade de Monsenhor. Não precisava disso: seu trabalho é sua honra.
Foi sepultado na segunda-feira, banhado pelas lágrimas de todo um povo que não poderia se imaginar sem sua presença santa e dedicada.

 

Fonte: http://pebesen.wordpress.com/padres-da-igreja-catolica-em-santa-catarina/padre-francisco-chylinski/  -  acessado em 27/02/2010. Do Autor PADRE JOSÉ ARTULINO BESEN, nasceu em Antônio Carlos – SC, em 17 de setembro de 1949. Foi ordenado presbítero da Arquidiocese de Florianópolis por Dom Afonso Niehues, em 3 de julho de 1976.

 

 

            O Vigário PADRE FRANCISCO CHYLINSKI, só nos visitava uma vez a cada ano. Na Vila de Morro da Fumaça, eram poucas as famílias, mas muito unidas. Decidiu-se fazer uma Igrejinha, pequena. Se começou nos fundos. Fez-se primeiro o presbitério, a residência paroquial. Com muita paciência, as dez famílias foram construindo, em mutirão, a primeira igreja da Vila de Morro da Fumaça. Era Toda de Tijolos, o barro para fazer os tijolos, foram extraídos ai onde é a atual residência do Sr. Mário Simoni, barro esse que era amassado a pé, pelos fiéis. O Povo da Vila de Morro da Fumaça, vinham ao terço e depois ia lá na barreira amassar o barro para fazer os tijolos. Tijolo por tijolo. - TEODORO MACCARI – entrevistado em 18.11.1988

            Hoje é dia do nosso querido São Roque. Diz Dona JOANA VERÔNICA NICHELE BERTAN, dn: 20-08-1900 (1898),  que a primeira festa de São Roque, foi no dia 16/08/1915, celebrada pelo Padre polonês FRANCISCO CHYLINSKI. Ele falava polonês, alemão, latim, italiano e português.
            O pai de Joana, Antonio Nichele foi o primeiro capelão da Fumaça. (BIFF, 1988, p.82). -
SANTA GUGLIELMI ZANATTA – entrevistada em 16.08.1988, às 14:00 horas.

 

Padre Carlos Eugênio Sorger – O Alemão

            Carlos Eugênio Sorger, conhecido na região por Padre Alemão, veio para o Brasil, em função da segunda guerra Mundial. Na Alemanha de Hitler, foi torturado pelos nazistas, restando-lhe deixar seu país e sua família, para poder continuar seu trabalho de pastoral.
            Filho de Médico, nasceu na Alemanha no dia 30/08/1910. Foi ordenado sacerdote em Curitiba, no dia 30/06/1940 e rezou sua primeira missa no dia 07/07/1940 em União da Vitória no Paraná. Em 1944 foi designado e prestou seu apostolado como coadjutor em Rio Fortuna na época Município de Braço do Norte – SC.
            Chegou em Cocal do Sul, no dia 05 de março de 1946, quando começou a ajudar o Cônego Padre Dominoni, mas a Provisão Diocesana o nomeando Coadjutor da Paróquia só veio em 22 de janeiro de 1947, embora já em 15/04/1946 foi encontrado documento de casamento oficializado por Padre Alemão.
            Comentava-se que era um foragido do nazismo e de organizações militares de seu país de origem, e, por isso tinha uma “telha-corrida”, motivo de seu constante nervosismo. Outros diziam ter sido enfermeiro ou médico, pois era um estudioso de vias circulatórias do corpo humano.
            Nunca perdeu seu acentuado sotaque da língua Alemã. Sempre agitado e agressivo como o seu superior. Em seus sermões dominicais, criticava o povo e fiéis por seus comportamentos e principalmente as moças por seus costumes e vestes.  No confessionário a primeira pergunta era: “bebes cachaça?...”
            Padre Alemão, possuía um bode, e quando de suas brigas constantes com a sua secretária, o atiçava contra ela dizendo que como eram dois teimosos, deveriam bater cabeças.
            Pediu transferência da Paróquia de Cocal do Sul, paroquiou em Sombrio – SC, São João Batista em Tijucas – SC, e retorna novamente a Cocal do Sul em 1966, transferindo-se mais tarde para a paróquia de Imbituba – SC, atendia no hospital e na capela de Mirim e arredores.
            O Padre Carlos Eugênio Sorger, o Alemão, tinha o hábito de viajar para outras paróquias, não tendo uma residência fixa. Viajava muito, sempre pedindo carona e isto ocorreu até 1973, quando definitivamente se afasta da paróquia de Cocal.
            Não se sabe ao certo o paradeiro do padre Carlos Sorger, mais existem notícias de que tenha ido para Portugal e depois, com a queda do muro de Berlim em 1989, voltou para o seu país. Alemanha.
Pesquisa e fonte: MARISA GALLI PAGNAN - Cocal do Sul (SC)
Nossos agradecimentos! 
 

Dom Jacinto Inácio Flach

Dom Jacinto Inácio Flach, natural do município de Bom Princípio (RS), nasceu em 26 de fevereiro de 1952.
Seus estudos primários foram feitos em sua cidade natal, e os secundários na cidade de Viamão, ingressando no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição em Viamão, onde estudou Filosofia.
Estudou Teologia no Instituto Teológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Foi ordenado sacerdote no dia 07 de maio de 1988 e iniciou suas atividades naquele ano até 1989, como vigário paroquial na Paróquia de Santo Antônio, em Estrela.
Nos anos de 1995 a 1997 frequentou, em Roma, o Pontifício Instituto de Espiritualidade Teresianum, conseguindo a licença em Espiritualidade.
De 1990 a 1995 e, de 1997 até 2003, foi professor e diretor espiritual no Seminário Maior de Viamão. De 1991 até 2003 foi vigário na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, também em Viamão.
No dia 12 de novembro de 2003, o Papa João Paulo II nomeou Dom Jacinto como bispo auxiliar de Porto Alegre, com o título Gummi di Proconsolare. No dia 5 de fevereiro de 2004, foi ordenado bispo em sua cidade natal, durante as celebrações do centenário de nascimento do Cardeal Dom Vicente Scherer. No dia 20 de fevereiro de 2004 assumiu a função de Vigário Episcopal do Vicariato de Guaíba, na Arquidiocese de Porto Alegre. Dom Jacinto também acompanha a Pastoral Presbiteral na Arquidiocese de Porto Alegre e a Catequese no Regional Sul III (Rio Grande do Sul).
Com a nomeação do Papa Bento XVI, no dia 16 de setembro de 2009, Dom Jacinto passa a ser o novo bispo da Diocese de Criciúma. A posse do novo bispo está confirmada para o dia 13 de novembro do mesmo ano.
Brasão Episcopal
O Brasão Episcopal é um emblema tradicionalmente utilizado pela Igreja Católica, para identificar as características pessoais do modo de evangelizar de cada bispo.
O Brasão de Dom Jacinto é composto de:
Chapéu Prelatíco, com três fileiras de Borlas: significa a missão episcopal.
Cruz Missioneira: sinal de salvação e esperança, lembra a evangelização.
Escudo, dividido em três campos: azul, amarelo e vermelho. O azul – a cor e a letra “M” lembram Maria, Mãe de misericórdia; o coração representa o amor misericordioso de Deus. O amarelo – a cor representa a riqueza espiritual; o ramo de oliveira a paz e a esperança; riquezas de um povo. O vermelho: lembra o amor misericordioso de Deus; o cajado do pastor representa a missão de apascentar o rebanho do Senhor; o anel simboliza a fidelidade com a Igreja de Cristo, e a dignidade do Filho Pródigo, que volta à casa do Pai.

Fonte: Morgana Rosso -   http://www.radiocriciuma.com.br/portal/vernoticia.php?id=11717  -  acessado em 25 de novembro de 2013

Dom Jacinto Inácio Flach, presente no Centenário de Morro da Fumaça em Maio de 2010
Dom Jacinto Inácio Flach, presente no Centenário de Morro da Fumaça em Maio de 2010 com o Vice-prefeito Agenir Donato Zaccaron
Dom Jacinto Inácio Flach, presente no Centenário de Morro da Fumaça em Maio de 2010
Dom Jacinto Inácio Flach, presente no Centenário de Morro da Fumaça em Maio de 2010 com o Pe. Orlando Cechinel

Dom Jacinto Inácio Flach, presente no Centenário de Morro da Fumaça em Maio de 2010 - Pe. Orlando Cechinel e o Ex-prefeito Jorge Silva

Dom Frei Anselmo Pietrulla



Dom Frei Anselmo Pietrulla O.F.M. (Knurów, 12 de setembro de 1906 — Tubarão, 25 de maio de 1992), foi um bispo católico da diocese de Campina Grande e da diocese de Tubarão, nascido na Silésia (Polônia), na época em que esta província era alemã.



A ordenação presbiteral ocorreu em 21 de maio de 1932. Eleito bispo em 13 de dezembro de 1947, recebeu a ordenação episcopal no dia 8 de fevereiro de 1948, das mãos do Cardeal Dom Carlo Chiarlo, sendo concelebrante o Cardeal Dom Augusto Álvaro da Silva e Dom Juvêncio de Brito, assumindo a prelatura de Santarém.



Foi sepultado na catedral de Tubarão.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anselmo_Pietrulla - acessado em 25 de novembro de 2013


http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Dom_anselmo_pietrulla.jpg


Abelle Collodel - Primeiros Fotógrafos em Morro da Fumaça

Abelle Colledel - Fotógrafo em Morro da Fumaça
 Nasceu em 13/07/1879, em San Pietro di Feletto Provincia de Treviso na Itália.
Faleceu em 27/01/1955. Era casado com Maria Itália Tonet Collodel
Alpheu Collodel - O filho mais novo de Abelle Collodel - DN 26-12-1930
Fontes/pesquisas: Mirna Collodel


Para homenagear os fotógrafos antigos de Morro da Fumaça. Aqui um carimbo no verso de uma foto de ABEL COLLODEL - PHOTO AMADOR - MORRO DA FUMAÇA. Foi o melhor que consegui - José  Luiz De  Pellegrin - reproduzir!! https://www.facebook.com/groups/302023161003133/permalink/324740018731447/