HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA DE MORRO DA FUMAÇA-SC - Por Pe. Orlando Cechinel


            A 1ª Igreja na Vila de Morro da Fumaça foi iniciada em 1912 e inaugurada em 1915, no dia da festa de São Roque, 16 de agosto de 1915 (pág. 30) – Livro Morro da Fumaça e sua Divina e Humana Comédia – Pe. Claudino Biff.
O livro no arquivo da Paróquia São Roque traz a data de 1915, um dos livros mais antigos que temos.
            A Igreja de Morro da Fumaça era atendida pelos Padres da Paróquia de Cocal, Hoje Cocal do Sul,  Pe. Polonês Francisco Boleslau Chylinski, Cônego Pe. João Dominoni e Pe. Carlos Eugênio Sorger, Alemão.
A 1ª Festa de São Roque, no dia 16 de Agosto de 1915 foi celebrada pelo Pe. Francisco Boleslau Chylinski. O sino mais antigo é de 1923 da fundição do Rio de Janeiro.

            E o São Roque?
           
O Pai do Sr. Pedro Gabriel, esculpiu a formão e a canivete duas imagens, uma de São Roque e outra de Nsa. Sra. da Gloria e doou a Igreja de Morro da Fumaça.
Mais tarde, a Igreja recebeu as novas e grandes imagens que ai estão. As duas pequenas imagens se perderam no tempo, eram relíquias, que dó!...  Quando chegou o São Roque e quando chegou a Imaculada, as estatuas do Sr. Gabriel ficaram de lado. A família dos Gabriel sofreram muito.  Diz-se que o escultor rogou uma praga para que chovesse todos os dias 16 de agosto. As vezes a praga pegava.
            Portanto, no dia 16 de agosto, se cultuava o São Roque Grande e, a família Gabriel e mais um tanto de piedosos festejavam São Roquinho no dia 17 de agosto, (pág.86 do Livro Morro da Fumaça e sua Divina e Humana Comédia – Pe. Claudino Biff.)
            O primeiro São Roque foi esculpido pelo Pai do Sr. Pedro Gabriel que se chamava Guerino Gabriel e a esposa Antonieta, esta imagem pequena foi trazida da Itália.
            A imagem da Imaculada pequenina, também trazida da Itália, (pág.29 do Livro Morro da Fumaça e sua Divina e Humana Comédia – Pe. Claudino Biff.) e,  (Livro Tombo II pág. 101 da Paróquia São Roque).

            Minha vinda como pároco da Paróquia São Roque de Morro da Fumaça, dia 30/01/2000, conhecendo um pouco da história, pois quando criança acompanhava o Cônego João Dominoni, eu me interessei pelo assunto de investigar com as famílias, o paradeiro de São Roquinho e por graça consegui de volta a pequenina e simpática imagem de São Roquinho, o 1º da Igreja e do povo de Morro da Fumaça.
            É bom saber que a imagem de São Roquinho esteve pelo Rio Maina, Criciúma e por último estava na residência aqui em Morro da Fumaça com a Sra. Bernadete Fernandes, em uma gruta na sua residência.
No dia 19 de Setembro de 2007, Eu doei uma imagem de gesso para a família e trouxe com carinho para a casa paroquial a imagem verdadeira, que deve ser retocada  para o Jubileu dos 50 anos de Paróquia de Morro da Fumaça e voltará para os nossos altares.  Está faltando ainda a imagem da Imaculada. São Roque interceda por todos nós. Amém.
 Historia da verdadeira historia – Pe. Orlando Antonio Cechinel.

                  
Dia 12 de janeiro de 1958 com a criação da nova Paróquia de Morro da Fumaça, São Roque, por Dom Anselmo Pietrula, Bispo de Tubarão, a paróquia de Cocal do Sul na pessoa do Cônego João Dominoni entregou para nova paróquia,  Linha Torrens, a imagem de Nsa. Sra. Do Carmo. – Pe. Orlando Antonio Cechinel
História Religiosa em Morro da Fumaça 
Pelos idos de 1910, chegaram os primeiros imigrantes a Morro da Fumaça. Eram todos italianos ou seus descendentes. Ali chegados, encontraram várias famílias de russos de origem alemã, expulsos da Bielo-Rússia. Eram adventistas que guardavam o sábado. Gente piedosa e boa, mas sem a mínima assistência por parte de seus pastores. Línguas e religiões diferentes fizeram com que eles partissem para outras terras.
O cemitério adventista estava plantado à pouca distancia da capela de Linha Torrens. Bortolo Bif comprou suas terras, suas casas e a Igreja de madeira que lhes servia de lugar de oração. Bortolo Bif monta seu cavalo e demanda a Florianópolis e aí solicita uma audiência a Dom João Becker. Dele recebe licença de rezar numa igreja adventista. O Senhor Bispo aconselhou que o vigário de Cocal, Padre Francisco Chylinski, benzesse a dita igreja e a colocasse para o uso dos católicos. Por muitos anos esta foi a Igreja de Morro da Fumaça.  Depois a sede de Morro da Fumaça começou a se povoar.
O povo houve por bem fazer uma Igreja maior, para atender às necessidades religiosas. Sentindo-se maior, esse povo de Morro da Fumaça organizou mais de dez comissões que se deslocavam para Florianópolis, para solicitar de Dom Joaquim Domingues de Oliveira a criação da Paróquia de Morro da Fumaça. Antes que a comitiva chegasse ao Paço Episcopal, o vigário de Cocal, Cônego João Dominoni já convencera o Senhor Arcebispo de não fazer de Morro da Fumaça uma Paróquia.
Quando se prenunciava a criação da Diocese de Tubarão, Dom Joaquim fez sua última visita a Morro da Fumaça. E o nome do padre para a cidade ficou nos arcanos de Florianópolis. Como no final da visita, o Arcebispo não declarou Morro da Fumaça Paróquia, o povo começou a gritar: “Queremos Padre, queremos Padre!”  O Arcebispo não gostou do protesto e rebateu: “Não admito desaforo de italiano topetudo”. Ao que respondeu o patriarca JOSÉ "BÉPI" GUGLIELMI: “O Senhor É topetudo em Florianopolis. Mas quem manda em Morro da Fumaça é José "Bépi" Gugliemi”.

A criação da Paróquia de São Roque, em 12 de janeiro de 1958, no Distrito de Morro da Fumaça, deve-se ao grande empenho de zelosos católicos locais, como: JOSÉ GUGLIELMI, EUGÊNIO PAGNAN, ANTONIO GUGLIELMI, JORGE CECHINEL, PEDRO SARTOR e outros.

Além de Cocal do Sul, Jaguaruna e Içara também cederam capelas suas para a formação da nova comunidade religiosa.

A Comunidade de Linha Torrens, Linha Anta, Esplanada, Santa Apolônia, Rio Vargedo e São João de Urussanga Baixa formam com a Matriz a nova Paróquia de Morro da Fumaça.

A IGREJA CATÓLICA EM MORRO DA FUMAÇA-SC - Por Pe. Claudino Biff e outros

TEODORO MACCARI – entrevistado em 18.11.1988.

            O Vigário PADRE FRANCISCO CHYLINSKI, só nos visitava uma vez a cada ano. Na Vila de Morro da Fumaça, eram poucas as famílias, mas muito unidas. Decidiu-se fazer uma Igrejinha, pequena. Se começou nos fundos. Fez-se primeiro o presbitério, a residência paroquial. Com muita paciência, as dez famílias foram construindo, em mutirão, a primeira igreja da Vila de Morro da Fumaça. Era Toda de Tijolos, o barro para fazer os tijolos, foram extraídos ai onde é a atual residência do Sr. Mário Simoni, barro esse que era amassado a pé, pelos fiéis. O Povo da Vila de Morro da Fumaça, vinham ao terço e depois ia lá na barreira amassar o barro para fazer os tijolos. Tijolo por tijolo.

SANTA GUGLIELMI ZANATTA – entrevistada em 16.08.1988, às 14:00 horas.

            Hoje é dia do nosso querido São Roque. Diz Dona JOANA VERÔNICA NICHELE BERTAN, dn: 20-08-1900 (1898),  que a primeira festa de São Roque, foi no dia 16/08/1915, celebrada pelo Padre polonês FRANCISCO CHYLINSKI. Ele falava polonês, alemão, latim, italiano e português.
            O pai de Joana, Antonio Nichele foi o primeiro capelão da Fumaça. (BIFF, 1988, p.82).


            CLAUDINO BIFF – A velha igreja era pequena e o povo era muito. Mister se fazia construir uma igreja grande. Daí há 2 anos eu celebraria minha primeira missa. Em janeiro de 1957, Pe. Luiz de Souza Àvilla, ficou 2 semanas em Morro da Fumaça. Ao lado do velho líder, José “Bepi” Guglielmi, sogro de Jorge Cechinel, saíram ambos de porta em porta com um livro de ouro na mão... José Guglielmi jogou pesado. Assinou 100 contos. Era muito dinheiro. Daria para comprar quase 100 bois... Com esses 100 contos do velho Beppi foram festejados... Aí saímos, Pe. Luiz, José Guglielmi e eu fomos à casa de Jorge. O discurso foi do sogro. Sem muita apelação pediu 100 contos de Jorge. O Jorge fez silencio... Aí Pe. Luiz abriu o livro de ouro, já tendo subscritos os 100 contos do velho José “Bepi” Guglielmi. Os brios do genro não se fizeram por menos, Jorge subscreveu também 100 contos. Não houve um fumacense, por mais pobre que fosse, que não tenha contribuído na construção da segunda e atual Igreja. (BIFF, 1988, p.81).

Em janeiro de 1958, lançou-se a pedra fundamental da nova Igreja. Da segunda e atual Igreja. Um templo semi-classico, amplo, desenhado pelo Padre Vicente, dehonista, residente em Corupá - SC. Essa planta foi buscada por Antonio Guglielmi Sobrinho, filho de José "Bépi" Guglielmi, mais tarde deputado estadual.
O povo da cidade construiu a sua matriz em onze meses, visto que no dia 14/01/1959, este amanuense devia rezar a sua primeira missa.

Foto de Roque Salvan - 09/09/2009
IGREJA CATÓLICA MATRIZ SÃO ROQUE - MORRO DA FUMAÇA-SC - Porta de entrada - Foto de Roque Salvan - 16/08/2017
IGREJA CATÓLICA MATRIZ SÃO ROQUE - MORRO DA FUMAÇA-SC - Foto de LUIZ HENRIQUE GOULART JACINTHO - 10/08/2017

IGREJA CATÓLICA MATRIZ SÃO ROQUE - MORRO DA FUMAÇA-SC - Foto de LUIZ HENRIQUE GOULART JACINTHO - 10/08/2017

IGREJA CATÓLICA MATRIZ SÃO ROQUE - MORRO DA FUMAÇA-SC - Foto de LUIZ HENRIQUE GOULART JACINTHO - 10/08/2017

IGREJA CATÓLICA MATRIZ SÃO ROQUE - MORRO DA FUMAÇA-SC - Foto de LUIZ HENRIQUE GOULART JACINTHO - 10/08/2017

IGREJA CATÓLICA MATRIZ SÃO ROQUE - MORRO DA FUMAÇA-SC - Foto de LUIZ HENRIQUE GOULART JACINTHO - 10/08/2017

IGREJA CATÓLICA MATRIZ SÃO ROQUE - MORRO DA FUMAÇA-SC - Foto de LUIZ HENRIQUE GOULART JACINTHO - 10/08/2017


Foto: Gentileza do Vereador Miguel Zaccaron Darolt
Gentileza: FOTO ELIAS
 Alem da Igreja, nos quatro anos de pastoreio do Padre Francisco “Chiquinho” Korner , o povo construiu o COLÉGIO-CONVENTO MARIA SANTÍSSIMA DISPENSADORA DE TODAS A GRAÇA, para as irmãs, gratuitamente. Estas pobres de Javé, quando se foram, venderam o convento e lavaram todos os despojos. Padre Francisco “Chiquinho” Korner e as irmãs sempre tiveram lutas intestinas, canônicas, com todos os bispos onde quer que tenham fixado domicilio. O Colégio encerrou as atividades em Morro da Fumaça – SC no dia 20-12-1975.


MANSUETO MACCARI, nasceu em 12/09/1913, filho de Pietro Maccari e Clementina Nichele Maccari – entrevistado em 17.08.1988.

“....Chega a Noticia que Padre Claudino Biff rezaria a sua primeira missa, no distrito de Morro da Fumaça,  em 14-12-1958. Então, Pietro Maccari com seu Filho Antonio Maccari e seu Sobrinho David Maccari, pela comida do dia, coordenaram e assentaram as primeiras pedras e em nove meses, em multirão com a comunidade, ergueram a segunda e atual igreja do Distrito de Morro da Fumaça. O pedreiro Sr. Euclides José Piva acompanhou toda a obra e os mestres Pedreiros para os acabamentos finais vieram de Nova Trento.   

JORGE CECHINEL – Eu gostava da igreja de Morro da Fumaça. Aquela Via–Sacra que lá existe foi um presente meu, comprado em Porto Alegre. O cônego João Dominoni achou–a tão bonita, que quis levar para Cocal do Sul...  Foi uma promessa. Minha irmã Rosinha devia ser operada do apêndice. Naquele tempo era de assustar. Tudo correu bem. Daí a promessa da Via–Sacra se realizou. (BIFF, 1988, p.80).

De início havia somente uma cruz rodeada de uma cerca, onde ali se rezava. Giuseppe Guglielmi fez uma frente, contratou pedreiros e construiu a  1ª Igreja na Vila de Morro da Fumaça, entre 1912 e 1915.

JOANA VERÔNICA NICHELE BERTAN, dn: 20-08-1900 (1898) da página 30, BIFF.
C. B. – A senhora se lembra de quem ajudou na primeira igreja?
JOANA VERÔNICA NICHELE BERTAN – Meu pai Antonio Nichele foi o primeiro capelão. Os fabriqueiros da igreja foram o seu avô, Agostinho Maccari, Giacomo Savi Mondo e dos outros não me lembro. A primeira pessoa que morreu na Fumaça, foi a filha de um cunhado meu, Simão Machado, ele era serrano. Ele morava no Rio Comprudente, vivia no meio dos italianos. O nome da filhinha dele eu não me lembro. Foi enterrada no dia exato em que foi bento o cemitério. A primeira igreja foi iniciada em 1912 e foi inaugurada em 1915. não sei quando o sino velho veio.

REFERÊNCIAS
BIFF, Claudino. Morro da Fumaça e Sua Divina e Humana Comédia, 1988.

A PARÓQUIA DE MORRO DA FUMAÇA(sc) - Por Roque Salvan

Do Livro Tombo de Cocal do Sul – (SC), Pe.Orlando Antônio Cechinel, atual pároco de Morro da Fumaça, extraiu OS PÁROCOS Nesses cinqüenta anos de paróquia em MORRO DA FUMAÇA:
1º Pároco – Pe. Francisco “Chiquinho” Korner – 12/01/1958
2º Pároco – Pe. Luiz de Souza Ávila – 01/01/1962
3º Pároco – Pe. Júlio Viggers – 02/02/1966
4º Pároco – Pe. Ludgero Waterkemper – 01/01/1968
5º Paroco – Pe. Jorge Darós – 01/01/1974
6º Pároco – Pe. José Benjamin Cipriano “zezinho” – 25/10/1981
7º Pároco – Pe. Silvestre Philippi – 30/01/1988
8º Pároco – Pe. Dionísio Feltrin – 04/03/1989
9º Pároco – Pe. Arcângelo Bussolo – 01/02/1991
                    *Pe. Ludgero Waterkemper e Pe. Claudino Biff -  ambos sepultados no cemitério de Morro da Fumaça-SC.
10º Pároco – Pe. Orlando Antonio Cechinel – 30/01/2000
*Vigários auxiliares do Pe. Arcângelo Bussolo
Fontes: Livros Tombo I e II - Pe. Orlando Antonio Cechinel - Paróquia São Roque de Morro da Fumaça - SC





4º Pároco – Pe. Ludgero Waterkemper – 01/01/1968

5º Paroco – Pe. Jorge Darós – 01/01/1974

http://paroquiasaoroque-mf.blogspot.com.br/2011/07/6-paroco-no-municipio-de-morro-da.html

7º Pároco – Pe. Silvestre Philippi – 30/01/1988

8º Pároco – Pe. Dionísio Feltrin – 04/03/1989

http://paroquiasaoroque-mf.blogspot.com.br/2011/07/9-paroco-no-municipio-de-morro-da.html

http://paroquiasaoroque-mf.blogspot.com.br/2011/07/10-paroco-no-municipio-de-morro-da.html

Pe. Claudino Biff, Vigário auxiliar do Pe. Arcângelo Bússolo




1º Pároco no Distrito de Morro da Fumaça - Município de Urussanga-SC

12/01/1958 - Chega no Distrito de Morro da Fumaça,  o  1º Pároco – Pe. Francisco Korner, o Padre Chiquinho. Ficou em Morro da Fumaça até 01/01/1962 – 04 anos

Padre Francisco Körner, da ÁUSTRIA, primeiro vem para APUCARANA no PARANÁ.

Padre Francisco Körner
Padre Francisco Körner, além de organizar as associações religiosas, também preocupou-se com a formação moral e religiosa das crianças e com a comunidade, quando, em 1945, aqui chegaram, a seu convite, as primeiras irmãs religiosas do Sagrado Coração de Maria, de origem alemã: Ir. Cecília, que entre outras atividades dirigia um coral; Ir. Ana, enfermeira, que atendia no Hospital Santa Terezinha, que em 1952 tornou-se Santa Casa e hoje Hospital da Providência; e Ir. Joana, que trabalhava na extinta Legião Brasileira de Assistência - LBA. Eram dedicadas e lecionavam ainda na Escola Paroquial, que funcionava na esquina das Ruas Ponta Grossa e Piraquara (atual Osório Ribas de Paula).
PRIMEIRA CONFERÊNCIA VICENTINA - Com o objetivo de prestar assistência material e espiritual às pessoas carentes de nossa cidade, no dia 21 de novembro de 1947, às 15:00 horas, por iniciativa do advogado João Baptista Alberto Gnoato, foi fundada a primeira entidade de caráter assistencial, a Conferência São Vicente de Paulo, agregada à Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, na Escola Paroquial das Irmãs do Sagrado Coração de Maria. Os trabalhos tiveram início com os presentes cogitando dos nomes dos padroeiros da Conferência, sendo aprovados os de Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Estado do Paraná e São Francisco de Assis, fundador da Ordem dos Frades Menores e com Clara de Assis, o ramo feminino da mesma Ordem e também a Ordem Terceira, destinada aos leigos que desejassem ser fiéis de espírito e de pobreza e participar das graças e privilégios da espiritualidade franciscana.
DIRETORIA - O Dr. João Baptista Alberto Gnoato leu artigos de um Estatuto Vicentino, procedendo-se em seguida a eleição da primeira diretoria, que ficou assim constituída: Presidente, Dr. João Baptista Alberto Gnoato; vice-presidente, Carlos Sartori; tesoureiros, Adísio Figueiredo dos Santos e João Batista Vidor; secretários, Geniel Cândido Pereira e Raimundo Sizínio de Araújo Rocha; roupeiro, João Miguel Gomes Pardo; e diretor espiritual, padre Francisco Körner.


Padre Francisco Körner
Padre Francisco Körner
CARIDADE CRISTÃ - Assumindo a presidência, o Dr. João Baptista Alberto Gnoato fez eloqüentes e belas considerações sobre as finalidades das Conferências Vicentinas "concitando os presentes ao trabalho pela felicidade dos pobres de Apucarana e para a própria vida da Conferência Vicentina, a fim de ser religiosamente difundida a verdadeira caridade cristã aos pobres, aos quais prestarão os vicentinos todo o auxílio material e espiritual" assinalando ainda "a necessidade de todos se compenetrarem de seus nobres deveres de confrades, pondo-se todos em igualdade como amigos vicentinos para a grandeza da Conferência e que deram os seus respectivos nomes para serem os médicos dos sofrimentos daqueles para os quais a sorte não sorriu."Concluindo, enfatizou "que era desejo dos presentes que o confrade Alceste Ribas de Macedo integrasse a diretoria da entidade, tendo o mesmo, contudo, devido a seus múltiplos e pesados afazeres (era Juiz de Direito) e a seu pedido, ficou decidido que o seu nome constasse da relação de sócios benfeitores. Por ele foi dito, que apesar de seus encargos, emprestaria todo apoio material e moral à Conferência, na qual espontaneamente acabava de ingressar como sócio benfeitor".
DIRETOR ESPIRITUAL - Padre Francisco agradeceu a presença do Dr. Alceste à reunião, salientando "o impulso moral e religioso que o mesmo, como Juiz de Direito da Comarca, deu a Conferência, quer como lídimo representante da magistratura paranaense, quer como católico praticante e vicentino, além de palavras de alegria e contentamento extensivas aos advogados, médicos, industriais, comerciantes, lavradores, bancários, que num gesto de verdadeiros vicentinos aderiram ao chamamento, sentando-se todos iguais no mesmo banco, dando um extraordinário exemplo de caridade e religião ao povo de Apucarana.
Levaremos, desta forma - frisou - o lenitivo material e espiritual aos nossos pobres, fortalecendo seus débeis organismos avivando sua fé católica".
Em seguida, declarou fundada a Conferência São Vicente de Paulo.
PRESENTES - Além das pessoas já citadas, fizeram-se também presentes, o médico José Hamani, de Maringá; Luiz Faccio, Francisco Corrêa de Assis, Adão Fabeni, Francisco Tomagini, Sebastião Martins, Albino Mareze, Manoel Martins Bandeira, Pascoal Demarques, Manoel Germano Vasques, Adoffo Pedroso, João Batista Fabeni e Pedro Riedo.
TRABALHO - A primeira atividade da Conferência foi a construção da Vila Vicentina, na Vila Nova e posteriormente, na Rua Ubatuba. Construiu o primeiro Lar, uma casa de madeira na Rua Osório Ribas de Paula, na Vila Apucaraninha. Devido as precárias condições de funcionamento, construiu-se a nova sede em alvenaria (atual), num trabalho conjunto dos vicentinos e da comunidade, à Rua Pouso Alegre, 560, às margens do Lago Jaboti.
Além de administrar o Lar, os vicentinos também desenvolvem outras atividades caritativas, atendendo famílias cadastradas com alimentos, remédios, etc. numa doação fraterna de pessoa a pessoa, por meio de visitas semanais às casas de seus assistidos.

 A partir do ano de 1957, começa os preparativos diocesanos para a vinda do primeiro Padre para o Distrito de Morro da Fumaça.  Vindo de APUCARANA no Estado do Paraná, Padre Chiquinho, um Austríaco, trás com ele as freiras do “Reino de Maria”: Madre Maria Gertrudes (Maria Hauke, Freira também vinda da Áustria), Irmã Maria Nazaré, Irmã Verônica, entre outras).  A chegada do Padre Vigário foi uma beleza felliniana como as “Noites de Cabíria”. De um caminhão, desceram o novo vigário, a madre fundadora do Reino de Maria, umas noviças, duas vacas holandesas e muitas galinhas. Padre Francisco Korner, na casa dos oitenta, voltou para Viena onde era confessor de uma Igreja. Veio a falecer em 1995, em Viena na Áustria.









IRMÃS DO REINO DE MARIA NO COLÉGIO, período de 1958 a 1975
- Madre Maria Gertrudes - Viena - Áustria
- Irmã Maria Nazaré - São Paulo
- Irmã Verônica - Minas Gerais
- Irmã Seráfica - Urussanga-SC
- Irmã Consolata - Tubarão-SC
- Irmã Regina - Tubarão-SC
- Irmã Maria da Gloria - Santa Rosa - Sombrio-SC
- Irmã Maria Aparecida - Florianópolis-SC
- Irmã Maria Conceição












































Irmã Maria Conceição, Freiras do Reino de Maria - Elói Salvan Burato - Etor Salvan Burato
Irmã Maria Conceição, Freiras do Reino de Maria - Elói Salvan Burato - Etor Salvan Burato







Padre Chiquinho, em Janeiro de 1962, se despede do povo fumacense.  Foi designado Vigário na Comunidade de Santana no município de Urussanga – SC, e, em seguida se transfere para a Cidade de Juiz de Fora em Minas Gerais.


COLÉGIO-CONVENTO
MARIA SANTÍSSIMA DISPENSADORA DE TODAS A GRAÇA

A partir do ano de 1957, começa os preparativos diocesanos para a vinda do primeiro Padre para o Distrito de Morro da Fumaça.  Vindo de APUCARANA no Estado do Paraná, Padre Francisco Korner “Pe. Chiquinho, um Austríaco, trás com ele as freiras do “Reino de Maria”: Madre Maria Gertrudes (Maria Hauke, Freira também vinda da Áustria), Irmã Maria Nazaré, Irmã Verônica, entre outras).  A chegada do Padre Vigário foi uma beleza felliniana como as “Noites de Cabíria”. De um caminhão, desceram o novo vigário, a madre fundadora do Reino de Maria, umas noviças, duas vacas holandesas e muitas galinhas. (Padre Claudino Biff, 1988)

Padre Francisco Korner,  alem da Igreja, nos quatro anos de pastoreio,  junto com o povo, construiu o COLÉGIO-CONVENTO MARIA SANTÍSSIMA DISPENSADORA DE TODAS A GRAÇA, para as irmãs, gratuitamente. Em janeiro de 1962, Padre Chiquinho é transferido para a Comunidade de Santana em Urussanga-SC e em seguida transfere-se para a Cidade de Juiz de Fora nas Minas Gerais. Na casa dos oitenta anos, voltou para Viena onde era confessor de uma Igreja. Veio a falecer em 1995 na Áustria. Madre Maria Gertrudes (Maria Hauke), Irmã Maria Nazaré  e  as demais freiras,  após 15 anos residindo  e  lecionando  em Morro da Fumaça,  encerraram as atividades do colégio no dia 20-12-1975, sendo que em janeiro de 1976 foram embora para Buenos Aires na Argentina,  atualmente (abril/2010),  encontrei a Madre Maria Gertrudes  e  a  Irmã Maria Nazaré  em Florianópolis - SC, onde residem desde 1994. Hoje pertencem a Congregação Carmelitas Missionárias Teresianas, fundada pelo Beato FRANCISCO PALAU Y QUER da OCD.

Madre Maria Gertrudes, nasceu em Viena - Áustria, em 26-06-1918, filha de Rudolfo e Joana Hauke. Em 1938, devido a guerra nasista,  veio para o Brasil, para a Cidade de Itajú no interior de São Paulo e em seguida foi para a Cidade de Apucarana-PR, onde encontrou o Padre Francisco Korner e juntos com as Irmãs do Reino de Maria vieram para Morro da Fumaça em 1957. Faleceu agora no dia 11/03/2013 com 94 anos


Irmã Maria Nazaré, nasceu no dia 25-08-1918 em Natividade da Serra no Estado de São Paulo. Filha de José Fernandes de Souza e Maria Emilia Fernandes de Souza. Faleceu agora no dia 07/10/2012 com 93 anos

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Eu estudei no ano de 1966 ( eu tinha 11 anos ) no colégio das freiras. Tinha a Irmã Nazaré, Gertrudes, Fiat, Seráfica ( era uma braba).

Visitei as Irmãs Gertrudes e Nazaré aqui em floripa.  Depois de 46 anos revivi os bons tempo de adolecente. 
No fim tudo se acaba, e fica as lembranças. Um abraço
Soratto, carlos augusto  -  19 de dezembro de 2013 08:56
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de:     JO S jo.sorato@hotmail.com
para:     "roquesalvan@gmail.com" <roquesalvan@gmail.com>
data:     23 de janeiro de 2014 15:08
assunto:     Fotos antigas

Boa tarde Roque,

Não o conheço mas agradeço os momentos memoráveis que suas fotos me proporcionaram.
Deve conhecer alguns de minha família: Meu pai Otávio Sorato e meu irmão Rafael que teve vida pública neste nosso Município na gestão Cláudio e também o seu antecessor que não lembro.
A emoção foi ao ver a Irmã Mª Gertrudes que me ensinou além de outras matérias, música e francês. A Irmã Mª Nazaré também tenho algumas lembranças.
Saí para Florianópolis em 1975 e fiz o ginásio no Colégio em 1967, 68, 69, 70. Vou guardar estas fotos com muito carinho.
Att
Zé Sorato


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