1º Pároco no Distrito de Morro da Fumaça - Município de Urussanga-SC

12/01/1958 - Chega no Distrito de Morro da Fumaça,  o  1º Pároco – Pe. Francisco Korner, o Padre Chiquinho. Ficou em Morro da Fumaça até 01/01/1962 – 04 anos

Padre Francisco Körner, da ÁUSTRIA, primeiro vem para APUCARANA no PARANÁ.

Padre Francisco Körner
Padre Francisco Körner, além de organizar as associações religiosas, também preocupou-se com a formação moral e religiosa das crianças e com a comunidade, quando, em 1945, aqui chegaram, a seu convite, as primeiras irmãs religiosas do Sagrado Coração de Maria, de origem alemã: Ir. Cecília, que entre outras atividades dirigia um coral; Ir. Ana, enfermeira, que atendia no Hospital Santa Terezinha, que em 1952 tornou-se Santa Casa e hoje Hospital da Providência; e Ir. Joana, que trabalhava na extinta Legião Brasileira de Assistência - LBA. Eram dedicadas e lecionavam ainda na Escola Paroquial, que funcionava na esquina das Ruas Ponta Grossa e Piraquara (atual Osório Ribas de Paula).
PRIMEIRA CONFERÊNCIA VICENTINA - Com o objetivo de prestar assistência material e espiritual às pessoas carentes de nossa cidade, no dia 21 de novembro de 1947, às 15:00 horas, por iniciativa do advogado João Baptista Alberto Gnoato, foi fundada a primeira entidade de caráter assistencial, a Conferência São Vicente de Paulo, agregada à Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, na Escola Paroquial das Irmãs do Sagrado Coração de Maria. Os trabalhos tiveram início com os presentes cogitando dos nomes dos padroeiros da Conferência, sendo aprovados os de Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Estado do Paraná e São Francisco de Assis, fundador da Ordem dos Frades Menores e com Clara de Assis, o ramo feminino da mesma Ordem e também a Ordem Terceira, destinada aos leigos que desejassem ser fiéis de espírito e de pobreza e participar das graças e privilégios da espiritualidade franciscana.
DIRETORIA - O Dr. João Baptista Alberto Gnoato leu artigos de um Estatuto Vicentino, procedendo-se em seguida a eleição da primeira diretoria, que ficou assim constituída: Presidente, Dr. João Baptista Alberto Gnoato; vice-presidente, Carlos Sartori; tesoureiros, Adísio Figueiredo dos Santos e João Batista Vidor; secretários, Geniel Cândido Pereira e Raimundo Sizínio de Araújo Rocha; roupeiro, João Miguel Gomes Pardo; e diretor espiritual, padre Francisco Körner.


Padre Francisco Körner
Padre Francisco Körner
CARIDADE CRISTÃ - Assumindo a presidência, o Dr. João Baptista Alberto Gnoato fez eloqüentes e belas considerações sobre as finalidades das Conferências Vicentinas "concitando os presentes ao trabalho pela felicidade dos pobres de Apucarana e para a própria vida da Conferência Vicentina, a fim de ser religiosamente difundida a verdadeira caridade cristã aos pobres, aos quais prestarão os vicentinos todo o auxílio material e espiritual" assinalando ainda "a necessidade de todos se compenetrarem de seus nobres deveres de confrades, pondo-se todos em igualdade como amigos vicentinos para a grandeza da Conferência e que deram os seus respectivos nomes para serem os médicos dos sofrimentos daqueles para os quais a sorte não sorriu."Concluindo, enfatizou "que era desejo dos presentes que o confrade Alceste Ribas de Macedo integrasse a diretoria da entidade, tendo o mesmo, contudo, devido a seus múltiplos e pesados afazeres (era Juiz de Direito) e a seu pedido, ficou decidido que o seu nome constasse da relação de sócios benfeitores. Por ele foi dito, que apesar de seus encargos, emprestaria todo apoio material e moral à Conferência, na qual espontaneamente acabava de ingressar como sócio benfeitor".
DIRETOR ESPIRITUAL - Padre Francisco agradeceu a presença do Dr. Alceste à reunião, salientando "o impulso moral e religioso que o mesmo, como Juiz de Direito da Comarca, deu a Conferência, quer como lídimo representante da magistratura paranaense, quer como católico praticante e vicentino, além de palavras de alegria e contentamento extensivas aos advogados, médicos, industriais, comerciantes, lavradores, bancários, que num gesto de verdadeiros vicentinos aderiram ao chamamento, sentando-se todos iguais no mesmo banco, dando um extraordinário exemplo de caridade e religião ao povo de Apucarana.
Levaremos, desta forma - frisou - o lenitivo material e espiritual aos nossos pobres, fortalecendo seus débeis organismos avivando sua fé católica".
Em seguida, declarou fundada a Conferência São Vicente de Paulo.
PRESENTES - Além das pessoas já citadas, fizeram-se também presentes, o médico José Hamani, de Maringá; Luiz Faccio, Francisco Corrêa de Assis, Adão Fabeni, Francisco Tomagini, Sebastião Martins, Albino Mareze, Manoel Martins Bandeira, Pascoal Demarques, Manoel Germano Vasques, Adoffo Pedroso, João Batista Fabeni e Pedro Riedo.
TRABALHO - A primeira atividade da Conferência foi a construção da Vila Vicentina, na Vila Nova e posteriormente, na Rua Ubatuba. Construiu o primeiro Lar, uma casa de madeira na Rua Osório Ribas de Paula, na Vila Apucaraninha. Devido as precárias condições de funcionamento, construiu-se a nova sede em alvenaria (atual), num trabalho conjunto dos vicentinos e da comunidade, à Rua Pouso Alegre, 560, às margens do Lago Jaboti.
Além de administrar o Lar, os vicentinos também desenvolvem outras atividades caritativas, atendendo famílias cadastradas com alimentos, remédios, etc. numa doação fraterna de pessoa a pessoa, por meio de visitas semanais às casas de seus assistidos.

 A partir do ano de 1957, começa os preparativos diocesanos para a vinda do primeiro Padre para o Distrito de Morro da Fumaça.  Vindo de APUCARANA no Estado do Paraná, Padre Chiquinho, um Austríaco, trás com ele as freiras do “Reino de Maria”: Madre Maria Gertrudes (Maria Hauke, Freira também vinda da Áustria), Irmã Maria Nazaré, Irmã Verônica, entre outras).  A chegada do Padre Vigário foi uma beleza felliniana como as “Noites de Cabíria”. De um caminhão, desceram o novo vigário, a madre fundadora do Reino de Maria, umas noviças, duas vacas holandesas e muitas galinhas. Padre Francisco Korner, na casa dos oitenta, voltou para Viena onde era confessor de uma Igreja. Veio a falecer em 1995, em Viena na Áustria.









IRMÃS DO REINO DE MARIA NO COLÉGIO, período de 1958 a 1975
- Madre Maria Gertrudes - Viena - Áustria
- Irmã Maria Nazaré - São Paulo
- Irmã Verônica - Minas Gerais
- Irmã Seráfica - Urussanga-SC
- Irmã Consolata - Tubarão-SC
- Irmã Regina - Tubarão-SC
- Irmã Maria da Gloria - Santa Rosa - Sombrio-SC
- Irmã Maria Aparecida - Florianópolis-SC
- Irmã Maria Conceição












































Irmã Maria Conceição, Freiras do Reino de Maria - Elói Salvan Burato - Etor Salvan Burato
Irmã Maria Conceição, Freiras do Reino de Maria - Elói Salvan Burato - Etor Salvan Burato







Padre Chiquinho, em Janeiro de 1962, se despede do povo fumacense.  Foi designado Vigário na Comunidade de Santana no município de Urussanga – SC, e, em seguida se transfere para a Cidade de Juiz de Fora em Minas Gerais.


COLÉGIO-CONVENTO
MARIA SANTÍSSIMA DISPENSADORA DE TODAS A GRAÇA

A partir do ano de 1957, começa os preparativos diocesanos para a vinda do primeiro Padre para o Distrito de Morro da Fumaça.  Vindo de APUCARANA no Estado do Paraná, Padre Francisco Korner “Pe. Chiquinho, um Austríaco, trás com ele as freiras do “Reino de Maria”: Madre Maria Gertrudes (Maria Hauke, Freira também vinda da Áustria), Irmã Maria Nazaré, Irmã Verônica, entre outras).  A chegada do Padre Vigário foi uma beleza felliniana como as “Noites de Cabíria”. De um caminhão, desceram o novo vigário, a madre fundadora do Reino de Maria, umas noviças, duas vacas holandesas e muitas galinhas. (Padre Claudino Biff, 1988)

Padre Francisco Korner,  alem da Igreja, nos quatro anos de pastoreio,  junto com o povo, construiu o COLÉGIO-CONVENTO MARIA SANTÍSSIMA DISPENSADORA DE TODAS A GRAÇA, para as irmãs, gratuitamente. Em janeiro de 1962, Padre Chiquinho é transferido para a Comunidade de Santana em Urussanga-SC e em seguida transfere-se para a Cidade de Juiz de Fora nas Minas Gerais. Na casa dos oitenta anos, voltou para Viena onde era confessor de uma Igreja. Veio a falecer em 1995 na Áustria. Madre Maria Gertrudes (Maria Hauke), Irmã Maria Nazaré  e  as demais freiras,  após 15 anos residindo  e  lecionando  em Morro da Fumaça,  encerraram as atividades do colégio no dia 20-12-1975, sendo que em janeiro de 1976 foram embora para Buenos Aires na Argentina,  atualmente (abril/2010),  encontrei a Madre Maria Gertrudes  e  a  Irmã Maria Nazaré  em Florianópolis - SC, onde residem desde 1994. Hoje pertencem a Congregação Carmelitas Missionárias Teresianas, fundada pelo Beato FRANCISCO PALAU Y QUER da OCD.

Madre Maria Gertrudes, nasceu em Viena - Áustria, em 26-06-1918, filha de Rudolfo e Joana Hauke. Em 1938, devido a guerra nasista,  veio para o Brasil, para a Cidade de Itajú no interior de São Paulo e em seguida foi para a Cidade de Apucarana-PR, onde encontrou o Padre Francisco Korner e juntos com as Irmãs do Reino de Maria vieram para Morro da Fumaça em 1957. Faleceu agora no dia 11/03/2013 com 94 anos


Irmã Maria Nazaré, nasceu no dia 25-08-1918 em Natividade da Serra no Estado de São Paulo. Filha de José Fernandes de Souza e Maria Emilia Fernandes de Souza. Faleceu agora no dia 07/10/2012 com 93 anos

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Eu estudei no ano de 1966 ( eu tinha 11 anos ) no colégio das freiras. Tinha a Irmã Nazaré, Gertrudes, Fiat, Seráfica ( era uma braba).

Visitei as Irmãs Gertrudes e Nazaré aqui em floripa.  Depois de 46 anos revivi os bons tempo de adolecente. 
No fim tudo se acaba, e fica as lembranças. Um abraço
Soratto, carlos augusto  -  19 de dezembro de 2013 08:56
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de:     JO S jo.sorato@hotmail.com
para:     "roquesalvan@gmail.com" <roquesalvan@gmail.com>
data:     23 de janeiro de 2014 15:08
assunto:     Fotos antigas

Boa tarde Roque,

Não o conheço mas agradeço os momentos memoráveis que suas fotos me proporcionaram.
Deve conhecer alguns de minha família: Meu pai Otávio Sorato e meu irmão Rafael que teve vida pública neste nosso Município na gestão Cláudio e também o seu antecessor que não lembro.
A emoção foi ao ver a Irmã Mª Gertrudes que me ensinou além de outras matérias, música e francês. A Irmã Mª Nazaré também tenho algumas lembranças.
Saí para Florianópolis em 1975 e fiz o ginásio no Colégio em 1967, 68, 69, 70. Vou guardar estas fotos com muito carinho.
Att
Zé Sorato


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2º Pároco no Distrito de Morro da Fumaça - Município de Urussanga-SC

2º Pároco – Pe. Luiz de Souza Ávila

01/01/1962 - Chega no Distrito de Morro da Fumaça,  com 34 anos de idade, o  2º Pároco – Pe. Luiz de Souza Ávila, que ficou na Paróquia de Morro da Fumaça até 02/02/1966 – 04 anos.

Pe. Luiz de Souza Avila nasceu em Jaguaruna – SC, no dia 07/07/1927, filho de Jorge de Souza Ávila e Cesarina Maria de Souza Ávila.  Sua ordenação Sacerdotal foi em 02/12/1956 em Tubarão - SC. Padre Luiz de Souza Ávila, chega no Distrito de Morro da Fumaça, em período de turbulência política. Distrito desde 06/09/1931 sendo suas economias sugadas pelo Município Mãe. Urussanga.  Era unânime a declaração de desamor.  No dia 24/02/1962, o Vereador Iwaldo Luciano, representante do Distrito de Morro da Fumaça na Câmara de Vereadores de Urussanga, apresentou, pela segunda vez, o Projeto de Lei nº69 que pedia a emancipação de Morro da Fumaça. No dia da votação, metade da população do Distrito de Morro da Fumaça, se concentra na praça de Urussanga, armados de paus e outros pertences e então desta vez a Câmara de Vereadores de Urussanga vota unânime pela emancipação de Morro da Fumaça.

No dia 20 de maio de 1962, Morro da Fumaça emancipou-se político-administrativamente. Como município, Morro da Fumaça teve como primeiro prefeito o Sr. Auzílio Frasson tendo ao seu lado o companheiro Padre Luiz de Souza Ávila.

Padre Luiz de Souza Ávila, um Padre diocesano que nunca deixou de pensar em ser Frade. Delgado, rigoroso, esse Padre que nunca se fez Frade, paroquiou em mais de uma dezena de Paróquias daqui e de fora. Menos liberal que Padre Francisco Korner, imprimiu firmeza e até rigor na condução do seu rebanho. Fundou um numero exagerado de associações religiosas. Após sua partida todas as associações se extinguiram. Padre Luiz, com a saída do Padre Francisco e da Madre Tereza, tornou-se preposto defensor do “Reino de Maria”.

Durante anos tentou salvar a Congregação da conjura da morte. Fadada a morrer, coube ao dito sacerdote dar o Santo Viático. 

Padre Luiz de Souza Ávila, foi quem deu inicio a construção da atual Casa Paroquial de Morro da Fumaça-SC, sendo que no dia 03/04/1963, o pároco passou a morar na nova residência, tendo terminado a construção somente no fim do ano de 1964.
Casa Paroquial de Morro da Fumaça-SC - Foto de Pe Luiz de Souza Ávila

Casa Paroquial de Morro da Fumaça-SC

Em 05/01/1977  Padre LUIZ DE SOUZA ÁVILA, da Diocese Tubarão,  assume como cooperador,  na Paróquia São Bento de São Caetano do Sul – SP. Em 22/12/1985, Frei Luiz Maria das Carmelitas Descalços na Cidade de São Roque – SP.  Comemorou seu Jubileu de ouro no dia 02-12-2006. Atualmente (04-04-2010), com 83 anos exerce o sacerdócio na Cidade de Rio Grande – RS.






Colaboração de:
Senhora MARTA MENDES
RUA DR. NAPOLEÃO LAUREANO, 318 - CENTRO
                           96.200-100  -  RIO GRANDE - RS
Senhora MARTA MENDES, atualmente (05/04/2010), ela e seu marido,
cuidam do Padre Luiz de Souza Ávila, que está 82 anos de idade

Pe. Luiz de Souza Ávila, faleceu no dia 31/03/2011, na cidade de Rio Grande (RS).
07/07/1927 - 31/03/2011 - 83 anos


Bom dia Sr. Roque Salvan, sou á Marta que cuidou até o fim do Padre Luiz de Souza Àvila! ontem á noite até mesmo me emocionei quando ví á foto dele no link da Paróquia Morro da Fumaça onde ele foi o segundo Pároco, fico feliz por saber que o nosso saudoso e tão estimado Frei Luiz foi lembrado por vocês daí... gostaria muito de conversar com o Sr. se possivel me passe seu telefone que ligarei para o Sr. na hora oportuna! sabem que ele faleceu dia 31-03-2011 aqui em nossa casa nos braços de meu filho, que hoje já é Padre, o Frei Gabriel, sintimos muita falta dele, pois aprendemos muito com sua humildade e espírito missionário como vocês mesmos escreveram.... bom enfim vou aguardar ... meu celular é (53) 81434364, cidade do Rio Grande (RS).

Fotos de Pe. Luiz de Souza Ávila na Comunidade de Rio Vargedo




3º Pároco no Município de Morro da Fumaça –SC

02/02/1966 - Chega no Município de Morro da Fumaça,  com 30 anos de idade, o  3º Pároco – Pe. Júlio Wiggers, que ficou na Paróquia de Morro da Fumaça até 01/01/1968 – 02 anos. Veio da Paróquia da Próspera, em Criciúma - SC.
Pe. Júlio Wiggers procedente de Braço do Norte – SC, Comunidade de São José, ingressou no Seminário Nossa Sra de Fátima no ano de 1957. Sua ordenação aconteceu no ano de 1964 na Capela do Seminário Nossa Sra de Fátima de Tubarão – SC.
Foi por dois anos o cura mais democrático da Paróquia. Era um homem de muita paciência, humanidade, humor, versatilidade. Em fins de 1967 desiste de ser vigário e desiste do sacerdócio.



 
TRAJETÓRIA
Por JÚLIO WIGGERS.

Nasci em 23 de agosto de 1935, na localidade de São José, no Município de Braço do Norte. Neto de imigrantes alemães, oriundos da Westfália. Os pais, Adolfo Wiggers e Matildes Boeing criaram doze filhos, tirando seu sustento da agricultura familiar. Freqüentei a escola primária pública local até a 4ª série e até os 14 anos trabalhei na roça com os pais e irmãos. Aos 14 anos fui para o Seminário Dom Joaquim de São Ludgero em 1950. Após dois anos de estudos em São Ludgero, fui continuar os mesmos no Seminário Menor Metropolitano de Azambuja, em Brusque. Em 1956 concluí os estudos preparatórios para o ingresso no Seminário Maior de Viamão no Rio Grande do Sul. Em 1957 iniciei o curso de Filosofia na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Viamão/RS. Em 1960, colei grau de Bacharel em Filosofia no dia 21 de Abril, data da inauguração de Brasília.

No ano de 1960 interrompi os estudos por um ano para lecionar no Seminário Nossa Senhora de Fátima de Tubarão. Em 1961 iniciei o curso de Teologia que culminou com a ordenação sacerdotal no dia 05 de julho de 1964. Após concluído os estudos de Teologia, fui designado Coadjutor da paróquia São José de Criciúma e, em fevereiro de 1965 fui nomeado vigário da Paróquia Nossa Senhora da Salete, do Bairro Próspera em Criciúma. No início do ano de 1966 fui nomeado vigário da Paróquia de São Roque de Morro da Fumaça, onde permaneci até 1º de janeiro 1968 data em que me despedi da Paróquia e também do ministério sacerdotal para dedicar-me ao magistério em Florianópolis. Casei com Laureci Pereira Wiggers, com quem partilho a vida e a criação de três filhas e quatro netos.
Exerci o magistério no Instituto Estadual de Educação, na Universidade Federal de Santa Catarina e na Universidade do Estado de Santa Catarina.
Fui Diretor dos “Campi” Avançados de Santarém e Itaituba no Pará, Pró-Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Secretário da Educação do Município de Florianópolis, Secretário de Estado da Educação de Santa Catarina, Presidente da Associação dos Professores de Santa Catarina, membro titular do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina.

De todas as funções exercidas, destaco a de vigário de Morro da Fumaça. Foram dois anos de intensa convivência com a comunidade, com destaque: para os jovens que se agruparam na Juventude Agrária Católica e foram atuantes em inúmeros eventos no Brasil; lembro os fabriqueiros, zelosos e grandes companheiros na administração da paróquia: o Senhor Pedro Sartor que com o badalar dos sinos de São Roque, marcava os horários; as comunidades das Capelas: Linha Torres, Linha Anta, Santa Apolônia, Vargedo, São João e, eventualmente Treze de Maio na falta de um vigário local;  destaco ainda: o Prefeito Jorge Silva, a câmara de vereadores, sempre solícita às demandas comunitárias; as associações religiosas e o coral da Matriz de São Roque, na batuta do Narciso Maccari que nunca perdia o compasso; recordo os 39 casais que acorreram para a Paróquia de São Roque em busca de regularização da sua união, embora pertencessem a outras paróquias que dificultavam os casamentos dos casais que já tinham filhos ou outros constrangimentos a que eram submetidos. Destaco ainda a criação do então colégio Dom Anselmo Pietrula, hoje incorporado ao Princesa Isabel e que foi criado graças ao então Secretário de Estado da Educação, Lauro Locks braçonortense como eu, que em atenção à demanda do então prefeito e a solicitação dos jovens fumacense  possibilitou que os mesmos concluíssem seus estudos sem terem que viajar para Criciúma.

Os cem anos da imigração italiana em Morro da Fumaça me fazem lembrar tantas famílias de descendentes que conheci e que não me atrevo a nominar, pois que cada um tem a sua raiz fincada nos primeiros colonizadores que desceram o rio Urussanga e os morros de Treze de Maio e Azambuja para cultivar as terras férteis até hoje, juntamente com os poloneses e descendentes de portugueses açorianos e africanos que hoje formam a próspera comunidade fumacense.

Aos Párocos que me antecederam: Pe. Francisco. Pe. Luis e aos que se seguiram fica o carinhoso abraço de quem teve igualmente o privilégio de conviver por algum tempo, com o povo fumacense.
Júlio Wiggers
Florianópolis, abril de 2010.

4º Pároco no Município de Morro da Fumaça – SC

4º Pároco – Pe. Ludgero Waterkemper

Dia 01/01/1968, com a despedida de JÚLIO WIGGERS, toma posse, na Paróquia de Morro da Fumaça, o Padre LUDGERO WATERKEMPER aos 47 anos de idade, onde permanece como vigário geral até o dia 01/01/1974. Um homem que sempre teve voto cativo para Plínio Salgado. Era uma dos homens mais lidos da Diocese. De fala calma, mansa e serena, grande construtor, ergueu o grande Salão Paroquial de Morro da Fumaça. Muito estimado pelo povo, deixou gratas recordações em todos os fumacenses, vindo a falecer aqui mesmo em Morro da Fumaça, onde está sepultado.

Padre LUDGERO WATERKEMPER
Pe. Ludgero Waterkemper, nasceu no dia 09/09/1921, na localidade de Taipa, Município de São Ludgero. Filho de Bernardo Waterkemper e Isabel Soethe Waterkemper. Iniciou seus estudos em São Ludgero – SC, no ano 1930, em 1935 foi para Azambuja no Município de Brusque, em 1940 foi para São Leopoldo  - RS onde ficou  até o ano de 1947. Sua Ordenação Sacerdotal foi em Criciúma – SC no dia 29/12/1946. Fez mestrado em Filosofia em Bagé – RS no ano de 1972 e foi Pároco de Morro da Fumaça no ano de 1968 à 1974. Faleceu no dia 03-10-1993 aos 72 anos.

Pe. Jacinto Benedet
No ano de 1973, por três meses, Pe. Jacinto Benedet, assume como Vigário Paroquial auxiliando na ausência do Pe. Ludgero Waterkemper, retornando em 01/04/1985, novamente como Vigário Paroquial auxiliando o Padre Zezinho.
Pe. Jacinto Benedet, nasceu em Criciúma – SC, em 03-08-1942 e sua ordenação sacerdotal ocorreu no dia 06-07-1969 na Igreja Matriz São José de Criciúma. Filho de: João Dagostim Benedet e Claudina De Luca. Neto Paterno de Angela Dagostim e José Benedet. Materno de Ângelo de Luca  e  Enriqueta Pesseti.

5º Pároco no Município de Morro da Fumaça – SC

5º Pároco – Pe. Jorge Darós

No dia 01/01/1974, toma posse o Padre Jorge Daros egresso do magistério de São Ludgero,
Jorge Daros
onde se tornou muito estimado pela juventude de lá. Padre Jorge, por razões muito pessoais, tendo explicado com clareza ao seu povo, desistiu do sacerdócio.

Caro Roque,

Antes de mais, muito obrigado pela deferência de me
lembrar como padre que passei por Morro da Fumaça, ali  exerci  o  ministério durante 08 anos. Sempre tive grande amor e tenho pelo povo de Morro da Fumaça. Deixei se ser padre unicamente por causa da solidão. Não foi falta de vocação.
Tenho também uma alegria. Despertei uma vocação em Morro da Fumaça e por causa de meu exemplo seguiu a vocação e hoje é Padre, o filho da
Alzira e Primo Sartor, que é Geraldo Sartor. Quer dizer que deixei um "descendente" no Ministério sacerdotal. Parabéns pelo teu trabalho de pesquisa histórica e genealógica de tua
família. É um grande benefício que fazes para os Salvan e seus parentes. Não imaginas a felicidade que lhes dás, guardando suas raízes.
Um grande abraço e muitas felicidades.
Jorge Daros

Jorge Daros, hoje:

Nasceu em Criciúma em 08 de  novembro de 1941.
Estudou na Escola municipal de Espigão da Pedra – curso primário.
No Seminário S. Joaquim de São Ludgero fez  o curso preparatório.
No Seminário N. Sra. de Fátima de Tubarão fez o ginasial e científico
No Seminário Maior Rainha dos Apóstolos – Curitiba, fez Filosofia.
No Instituto Teológico  Claretiano de Curitiba, fez Teologia.
Ordenado Sacerdote diocesano em Maracajá-SC, em 1969.
Diretor do Seminário  de São Ludgero-SC. 4 anos
Pároco de Morro da Fumaça. 8 anos. De 1974 a 1981
Secretário da Comarca Diocesana de Criciúma por  8 anos.
Volta ao  estado leigo em 1981.Motivo: solidão.
Subsecretário das Faculdades de  Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Plácido e Silva de Curitiba-PR.
Professor de técnica vocal, técnica de arquivo  e correspondências comercial do Senac em Curitiba.
Assistente educacional por três anos no Presídio Estadual do Paraná em Piraquara.
Trabalhos de Assistência Social junto às favelas de Curitiba por vários anos.
Professor de Educação Religiosa em vários colégios públicos de Curitiba.
Professor de Psicologia, Filosofia e Geografia no Colégio Madre Tereza  Michel.
Professor de Filosofia, Filosofia da Educação, Filosofia da Arte, Estrutura e Funcionamento  do Ensino de segundo grau e Antropologia Filosófica  da UNESC.
Fundador  do Serviço de Apoio e Orientação ao Estudante da UNESC e seu responsável por mais de 15 anos.
Membro da comissão de eleição do diretor presidente da UNESC.
Membro presidente de comissões de eleições de coordenador de departamentos da UNESC.
Membro do Grupo Semente para elaboração de projetos industriais da UNESC em parceria com a ACIC.
Trabalhos escritos e práticos em prol da preservação do Meio ambiente na região sul.
Representante por muitos anos do Jornal Correio do Povo na Região de Morro da Fumaça.
Trabalhos de radiofonia nas Rádios Clube Paranaense e Rádio Santa Felicidade de Curitiba.
Palestrante itinerante na formação de professores no interior do Paraná.
Assistente psicológico e educativo das divisões juvenis do Criciúma Esporte Clube.
Tradutor do livro "Vida de Santa Augusta" do italiano para o português.
Realizador do livro "História da Família Pavei" em colaboração com o historiador criciumense  Mário  Belolli.
Palestrante de relações humanas em escolas de Criciúma e região.
Coordenador do Vestibular da UNESC por vários anos.
Pesquisador  das origens, genealogia  e história da Família Daros no Brasil.
Presidente da Banda Sinfônica Cruzeiro do Sul de Criciúma.
Curso de Pós Graduação em Educação  na UNESC.
Durante duas gestões membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Presidente de mesa de eleições por muitos anos em Criciúma e UNESC.
Membro da Diretoria da Associação Bellunesi nel Mondo, seção de Criciúma.
Membro do Conselho Superior Pedagógico da UNESC.
Coordenador dos representantes da UNESC nos Conselhos municipais e estaduais.
Membro da Comissão municipal para assuntos internacionais como representante da UNESC.
Redator da Crônica da Banda Cruzeiro do Sul já com mais de trezentas páginas escritas em computador.
Trabalhos escritos a serem publicados oportunamente como: "Pequenas Jóias de lembranças", "Sonhos se realizam", "Experiências de perdas" , "Minha vida no Seminário", e outros  todos com mais de  200 páginas cada um.
Curso de  Pós-Graduação na Universidade Livre  da América do Sul – Caxias do Sul – RS.
Cursos de Aperfeiçoamento em Criciúma, Florianópolis, Curitiba, Porto-Alegre, São Paulo,  Noruega e Japão.
Membro da Comissão de Credenciamento de professores da UNESC.
Viagens de Estudos por 14 países da Europa – Estados Unidos e Japão.
Participação em Seminários e Convenções de marketing em Porto-Alegre, Florianópolis, Curitiba  e São Paulo.
Participação em vários Seminários de Educação Continuada na  UNESC.
Membro da Sulcatur, ONG  promotora do Turismo na Região Sul de Santa Catarina.
Membro da Academia Criciumense de Filosofia – cadeira n. 10
Autor do Livro “A Saga dos Daros”- 656 págs. e em preparo da segunda edição.
Autor do Livro “Meio Século de História – COOPERA 1959 -2009” –Forquilhinha – 2009.
Co-autor do livro “ La Kapra e la Korte” – com Fabio Ballarin – Paris – 2009.
Pesquisador da vida e história de Pe. Estanislau Cizeski, grande pároco de Criciúma.
Aposentou-se pelo INSS depois de 25 anos de trabalho na UNESC – Criciúma – SC.
Síndico de condomínio por muitos anos e atualmente.
Casado com Maria Salete Borguezan.  Duas filhas: Clarissa e Caroline.
Resumo da vida: Apenas sei que nada sei.
Epitáfio: Aqui jaz um homem que se esforçou para fazer o bem a todos.

Jorge Daros
Criciúma, 16 de  março de 2010, dia de São Taciano.