O Salão Paroquial

Salão Paroquial da Igreja Matriz São Roque de Morro da Fumaça (SC), na Praça Padre CLAUDINO BIF

Lei nº 958 de 14.12.1998
DENOMINA PRAÇA PÚBLICA A PRAÇA PADRE CLAUDINO BIF
Art. 1º - Fica denominada "Praça Padre CLAUDINO BIF", a praça localizada junto a Igreja Matriz São Roque, na sede do município de Morro da Fumaça.


Morro da Fumaça teve o seu primeiro salão paroquial, o barraco, que foi leiloado e demolido em 1972, para dar lugar ao novo salão da matriz. Um novo salão foi erguido na Praça da Matriz, organizado pelo, Padre LUDGERO WATERKEMPER (http://paroquiasaoroque-mf.blogspot.com.br/2011/07/4-paroco-pe-ludgero-waterkemper.html). Pe. Ludgero, dia 01/01/1968, com a despedida do Pe. JÚLIO WIGGERS, toma posse, na Paróquia de Morro da Fumaça, onde permanece como vigário geral até o dia 01/01/1974. A obra do novo salão seguiu em etapas, paralizando muitas vezes por falta de recursos, falta de ofertas!. No dia 01/01/1974, toma posse o Padre Jorge Daros, jovem com 33 anos de idade, mesma de cristo e estimado pela juventude e pelo mestre construtor, seu Irmão Thiago Darós, assume o compromisso de inaugurar o novo Salão Paroquial. Mas, na tarde do domingo do dia 25/10/1981, com a partida de Jorge Daros, assume a Paróquia de Morro da Fumaça, com 37 anos de idade, o 6º Pároco de Morro da Fumaça Padre José "Zezinho" Cipriano, que, auxiliado pela comissão de obras da Matriz, concluiu as obras da construção do Salão de Festas. 
Ano 2.000, voltando à Morro da Fumaça Pe. Orlando Antonio Cechinel, o 10º Pároco, é criada a comissão que irá repaginar o Salão Paroquial de Morro da Fumaça. Corre a cestinha de captação de recursos. Por iniciativa do Pe. Orlando, a comissão contrata o escritório de engenharia Carneiro Arquitetos Associados de Criciúma, que assessora e dá início às reformas. Inicia-se aí o projeto de ampliação e reforma do salão paroquial com área total de 2.000 m2. A proposta contempla a adequação dos dois salões existentes às normas de acessibilidade, melhoria do conforto e estrutura de apoio e total repaginação estética do conjunto. O piso do nível inferior foi rebaixado para aumentar o pé-direito disponível, além de reforma das cozinhas, camarins, palcos e sanitários. Reforma e ampliação dos acessos com inclusão de rampas e escadas que permitem o uso em conjunto ou individual dos salões conforme a necessidade. A obra vai, devagar! A segunda comissão de obras e com o compromisso da revitalização, tendo a frente o presidente Sr. Narciso Maccari e equipe, diante das necessidades de informações e histórico técnico desta obra, recorrem ao Engenheiro responsável pelo início da obra lá em 1974, Engº Renato Genovêz em Tubarão (SC) e também ao pedreiro inicial Sr. Pedro Amorim. Agora em 2015, na coordenação desta comissão, sob o comprometimento do 11º Pároco de Morro da Fumaça Pe. Marcos Rech, a dedicação e os acompanhamentos técnicos dos Engº Paulo Eduardo Espíndula e Maristela Coral Vilpert, diante deste projeto arquitetônico elaborado e acompanhado pelos Engenheiros Sélio Heleno da Silva e Gabriela Maccari Cechinel, a Praça da Matriz sedia um monumento morrofumacense, o Salão Paroquial! Referência de muitos encontros, localizações e indicações. Obrigado a todos que contribuíram de forma intensa para que esse projeto acontecesse e que não termine por aqui.
Fotos de junho/2015 - Roque Salvan
























06/2015

Fotos do Salão Paroquial - Antes e Depois - Roque Salvan

06/2015


Salão Paroquial - Morro da Fumaça SC 10-07-2009


SALÃO PAROQUIAL MF - 10-07-2009



06/2015


06/2015


Salão Paroquial - Morro da Fumaça SC 23-08-2008



06/2015


SALAO PAROQUIAL - 09-10-2005


Outras fotos do Salão Paroquial - Antes e Depois - Roque Salvan









Prefácio, por Jorge Daros

“Bem aventurados são os pés dos que levam o Evangelho”.

Estes são os dos sacerdotes mensageiros que levaram a Palavra de Deus às primeiras famílias que se estabeleceram nesta região até às dos dias presentes que formam a paróquia São Roque com sede no dinâmico município de Morro da Fumaça. São cem anos de caminhada dos pastores com seu rebanho, povo fiel, nascido pelo batismo.

Para todos eles foi de uma alegria indescritível conviver com este povo, levar-lhe o conforto da palavra de Deus e da celebração dos sacramentos e receber dele o carinho da convivência, da boa recepção em suas casas, na sede da paróquia e nas capelas a ela pertencentes, como Rio Vargedo, Linha Torrens, São João de Urussanga Baixa, Santa Apolônia, Linha Anta e Esplanada do Santo Antônio.

Grandes e belas recordações nesta caminhada que leva a criatura humana por diversos estágios do crescimento espiritual, como batismo, crisma, confissão, comunhão, matrimônio e no fim da vida a unção dos enfermos. Juntamente com o conforto da Palavra de Deus, estes momentos importantes da vida do cristão justificam a vocação dos sacerdotes que passaram pela paróquia São Roque de Morro da Fumaça.

Nesta oportunidade lembramos o zelo apostólico do Bispo D. Anselmo Pietrulla, a disciplina religiosa do Pe. João Dominoni, a determinação do Pe. Francisco Boleslau Chilinski, a pregação teológica do Pe. Ludgero Waterkemper, a alegria expansiva do Pe. Júlio Wiggers, a dedicação do Pe. Jorge Daros, a expontaneidade de Pe. Arcângelo Bussolo, a serenidade do Pe. José Cipriano, o espírito missionário do Pe. Luiz de Souza Ávila, a piedade do Pe. Francisco Korner, a suavidade do Pe. Claudino Biff, a simplicidade angelical do Pe. Jacinto Benedet, a musica tornada oração do Pe. Silvestre Philippi, o espírito apostólico do Pe. Dionísio Feltrin e o amor pela igreja, família dos filhos de Deus, do Pe. Orlando Cechinel. Com certeza a vida de muitas pessoas se tornou melhor com a presença destes sacerdotes e a deles adquiriu mais sentido pelo carinho e amor recebidos do povo fumacense. Somos todos agradecidos a este povo e a Deus.

Que Ele abençoe aos que ainda permanecem nesta vida e conceda o descanso eterno aos que já partiram.

Jorge Daros.
Criciúma, 13 de maio de 2010.
Dia de Nsa. Sra. de Fátima.

Conheço Jorge Daros, desde o ano 1974, quando passou pela Capela de Rio Vargedo, minha comunidade. Em nome da Comissão Organizadora do nosso Centenário, da nossa Cidade e da nossa Igreja, o convidei para PREFACIAR esta obra. Sei o quanto ele domina o assunto. Aceitou com uma grande felicidade. Eu, meu Pai, todo o Povo Morro-fumacenses e as comunidades vizinhas que você conhece, agradecemos!

Roque Salvan
Vice-presidente da Maggio Fest
Maio/2010

A IGREJA CATÓLICA NA VILA DE MORRO DA FUMAÇA - MUNICÍPIO DE URUSSANGA(SC) - Por Roque Salvan

MAGGIO FEST
Centenário de Morro da Fumaça
Maio de 2010

- 100 anos de Colonização (1910-2010)
- 48º aniversário de Emancipação Político-administrativo
- XIII festa do agricultor
- 60º aniversário de Fundação da Escola de Educação Básica Princesa Isabel

No período de 01/06/1910 a 12/01/1958,  a Vila de Morro da Fumaça, teve três Padres:  Padre Francisco Boleslau Chylinski, Padre Cônego João Dominoni e por último o Padre Carlos Eugênio Sorger – O Alemão.

Em 01/06/1910, fundou-se em Cocal do Sul, anteriormente Colônia de Acioli de Vasconcelos, o Curato de Cocal.  Padre FRANCISCO CHYLINSKI foi o primeiro cura, que faleceu em 14 de março de 1931.
Este mapa foi uma grande gentileza do Agrimensor Sr. Walmir Fernandes - Lauro Muller(SC)
Nossos agradecimento por Ele ter guardado e nos cedido esta relíquia.

Missão junto aos poloneses

Padre Francisco Boleslau Chylinski, nasceu na Polônia em 14 de setembro de 1864, e Faleceu repentinamente em 14 de março de 1931, sábado.
Desde o século XVIII a Polônia foi um território mártir, disputado, anulado, dividido, fragmentando entre a Prússia e a Rússia. Quando em final do século XIX o Império brasileiro favoreceu de todos os modos a imigração, muitos poloneses nela viram uma ocasião de redenção humana e social, pois, sendo lavradores sem terra, eram submetidos a trabalho servil.
A partir de 1876 chegam a Santa Catarina, instalando-se em colônias no Rio Negro, Nova Trento, Mafra, Itaiópolis, São Bento, Massaranduba e no Sul (Criciúma, Cocal, Linha Batista), a partir de 1890.
Graças ao trabalho da Igreja católica (ser polonês era ser católico) esses pobres imigrantes puderam manter seus valores familiares, culturais. Os Padres da Missão (Vicentinos), Salesianos e diocesanos, todos vindos da Polônia, deram-lhes atendimento humano e espiritual.
Entre 1848 e 1918 a província polonesa de Posnanska, berço da nação polaca, foi anexada à Prússia com o nome de Posen. A Prússia protestante dominava uma Província 90% católica e procurava protestantizá-la. Berlim instituiu até uma Comissão de Liquidação, para comprar terrenos dos poloneses e torná-los acessíveis aos alemães.
É essa a razão pela qual em 1895 o Pe. Francisco Boleslau Chylinski chega ao Brasil como de nacionalidade “prussiana”. Foi ele o grande missionário dos poloneses do sul catarinense, notadamente de Cocal. A fluência nas línguas alemã, polonesa e italiana favoreceu o apostolado no mosaico de colônias catarinenses.

Vocação missionária

Francisco Boleslau Chylinski nasceu na Polônia em 14 de setembro de 1864 e foi ordenado presbítero em Cracóvia em 01 de julho de 1888, recebendo o nome de Frei Boleslau. Pertencia à “Ordem de São Paulo Primeiro Eremita” ou “Eremitas de São Paulo”, comunidade do século XIII que, no início do terceiro milênio, ainda permanece viva e conhecida, pois é responsável pelo Santuário de Jasna Gora de Czestochowa, berço do catolicismo e da nação polonesa. Chegou ao Brasil em 1895.
Em quatro de setembro de 1894 recebe o Indulto de Secularização temporária.pela Sagrada Congregação para a Disciplina Regular, e o Perpétuo em 21 de janeiro de 1896.
Em dois de abril de 1895 recebeu o Uso de Ordens na Diocese de Curitiba, seguido da nomeação para Vigário paroquial de Nossa Senhora da Piedade em Tubarão-SC, com residência em São Ludgero. Seguindo a lei, em 1º de julho de 1896 presta o Juramento de Compatriação e de permanência no Bispado de Curitiba. Em 1º de julho de 1896 é incardinado na diocese de Curitiba - PR. Entre 1896-1897 é vigário encarregado de São João Batista em Imaruí-SC, e, de 1898 a 1910, foi pároco de Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá - SC.

Padre a serviço de poloneses, alemães e italianos

Os colonos poloneses necessitam de um padre e assim em 1º de junho de 1910 é nomeado pároco de Araranguá e cura do Curato da Natividade de Nossa Senhora, na Colônia de Acioli de Vasconcelos atual Cocal do Sul - SC. Finalmente, de 1912 a 1931 é o cura e pároco da Colônia de Acioli de Vasconcelos, Hoje Município de Cocal do Sul. A colonização de Cocal do Sul está ligada à chegada dos primeiros colonos poloneses a outros lugares do Sul Catarinense.
Seu raio de ação é imenso, pois se desdobra entre as colônias polacas, alemãs e italianas, tenta apaziguar conflitos de nacionalidades e de devoções. Pe. Chylinski, um contemplativo mergulhado na ação, sabe esquecer as dores por sua Pátria dominada pela Prússia, a todos atendendo com o mesmo afeto pastoral. Granjeou a confiança dos padres alemães e italianos, pois o eixo da unidade era a fé e não a nacionalidade.
Em oito de janeiro de 1930, reconhecendo o conhecimento que o Pe. Chylinski tem do sul do Estado e sua competência em cartografia, Dom Joaquim lhe pede que faça um mapa da região com os limites das possíveis paróquias de Pedras Grandes (?) (Praia Grande - SC), Turvo e Retiro da União (Sombrio, paróquia 31 de abril de 1938), Passo do Sertão (São João do Sul, paróquia em 17 de janeiro de 1953), etc, e de Orleans, que não tinha instituição canônica. O mapa, muito exato, está guardado no Arquivo da Arquidiocese de Florianópolis. Em 14 de março de 1930 Dom Joaquim lhe agradece o trabalho e mais, pede um mapa com os limites da possível paróquia de Cocal do Sul - SC.

(...)
........No decurso do governo pastoral de Dom João Becker e Dom Joaquom Domingues de Oliveira foram investidos das funções de párocos de Araranguá: de 1907 a 1910 o Padre Miguel Pizzio; de 1910 a 1911 o Padre Francisco Chylinski. – fonte: http://www.clicengenharia.com.br/praiagrande/pessoas/padres.htm  -  disponével em 20/03/2010 - 17:26hs
A saúde do incansável missionário dá sinais de esgotamento. Em 27 de fevereiro de 1931 Pe. Luiz Gilli comunica a Frei Evaristo, Vigário Geral, que Pe. Chylinski teve um infarto e ficou 12 dias sem poder celebrar. Nesta data celebra, mas lhe é recomendado repouso absoluto.
Pe. Chylinski faleceu repentinamente em 14 de março de 1931, sábado, aos 67 anos. Naquele domingo, dia 15, receberia a dignidade de Monsenhor. Não precisava disso: seu trabalho é sua honra.
Foi sepultado na segunda-feira, banhado pelas lágrimas de todo um povo que não poderia se imaginar sem sua presença santa e dedicada.

Fonte: http://pebesen.wordpress.com/padres-da-igreja-catolica-em-santa-catarina/padre-francisco-chylinski/  -  acessado em 27/02/2010. Do Autor PADRE JOSÉ ARTULINO BESEN, nasceu em Antônio Carlos – SC, em 17 de setembro de 1949. Foi ordenado presbítero da Arquidiocese de Florianópolis por Dom Afonso Niehues, em 3 de julho de 1976.

            CÔNEGO JOÃO DOMINONI, com o falecimento repentino do Pe. Chylinski em 14 de março de 1931, assume a partir do ano de 1932, a futura paróquia de Cocal do Sul – SC,  com as seguintes capelas de:
  1. SÃO ROQUE na Vila de Morro da Fumaça;
  2. NOSSA SENHORA DO CARMO de Linha Torrens;
  3. NOSSA SENHORA DO CARAVÁGGIO de Rio Comprudente;
  4. SANTA CATARINA de Estação Cocal;
  5. SÃO CASEMIRO de Linha Batista;
  6. SÃO JOÃO de Urussanga Baixa;
  7. NOSSA SENHORA DA GLORIA de Rio Galo.  

Cônego João Dominoni. Nasceu em Florianópolis - SC em  05/02/1903. Filho de Clemente Dominoni e Angélica Fanzier. Faleceu no dia 29/01/1974.A locomoção dos Padres FRANCISCO CHYLINSKI e CÔNEGO JOÃO DOMINONI era a cavalo, com bons cavalos. Vinham pela Linha Torrens até chegar na Vila de Morro da Fumaça, depois melhorou, vinham de aranha.












Padre Carlos Eugênio Sorger – O Alemão

            Carlos Eugênio Sorger, conhecido na região por Padre Alemão, veio para o Brasil, em função da segunda guerra Mundial. Na Alemanha de Hitler, foi torturado pelos nazistas, restando-lhe deixar seu país e sua família, para poder continuar seu trabalho de pastoral.
            Filho de Médico, nasceu na Alemanha no dia 30/08/1910. Foi ordenado sacerdote em Curitiba, no dia 30/06/1940 e rezou sua primeira missa no dia 07/07/1940 em União da Vitória no Paraná. Em 1944 foi designado e prestou seu apostolado como coadjutor em Rio Fortuna na época Município de Braço do Norte – SC.
            Chegou em Cocal do Sul, no dia 05 de março de 1946, quando começou a ajudar o Cônego Padre Dominoni, mas a Provisão Diocesana o nomeando Coadjutor da Paróquia só veio em 22 de janeiro de 1947, embora já em 15/04/1946 foi encontrado documento de casamento oficializado por Padre Alemão.
            Comentava-se que era um foragido do nazismo e de organizações militares de seu país de origem, e, por isso tinha uma “telha-corrida”, motivo de seu constante nervosismo. Outros diziam ter sido enfermeiro ou médico, pois era um estudioso de vias circulatórias do corpo humano.
            Nunca perdeu seu acentuado sotaque da língua Alemã. Sempre agitado e agressivo como o seu superior. Em seus sermões dominicais, criticava o povo e fiéis por seus comportamentos e principalmente as moças por seus costumes e vestes.  No confessionário a primeira pergunta era: “bebes cachaça?...”
            Padre Alemão, possuía um bode, e quando de suas brigas constantes com a sua secretária, o atiçava contra ela dizendo que como eram dois teimosos, deveriam bater cabeças.
            Pediu transferência da Paróquia de Cocal do Sul, paroquiou em Sombrio – SC, São João Batista em Tijucas – SC, e retorna novamente a Cocal do Sul em 1966, transferindo-se mais tarde para a paróquia de Imbituba – SC, atendia no hospital e na capela de Mirim e arredores.
            O Padre Carlos Eugênio Sorger, o Alemão, tinha o hábito de viajar para outras paróquias, não tendo uma residência fixa. Viajava muito, sempre pedindo carona e isto ocorreu até 1973, quando definitivamente se afasta da paróquia de Cocal.
            Não se sabe ao certo o paradeiro do padre Carlos Sorger, mais existem notícias de que tenha ido para Portugal e depois, com a queda do muro de Berlim em 1989, voltou para o seu país. Alemanha.